Acolchoamento de capacete gasto…

Escrito por Lucia Saraiva em . Publicado em Dicas

Fonte: http://mtbbrasilia.com.br/2013/11/11/o-acolchoamento-do-seu-capacete-esta-gasto/

O acolchoamento do seu capacete está gasto? Veja como reformá-lo

palmilhas Quem pratica o mountain bike com uma certa frequência sabe que a primeira coisa que começa a deteriorar nos capacetes são as almofadinhas de acolchoamento. A utilização constante, aliada a transpiração intensa e as necessárias lavagens e higienizações são suficientes para que, em pouco tempo de uso as almofadinhas fiquem anoréxicas, rotas e comecem a cair e se perder pelo caminho.

Pouquíssimos fabricantes de capacetes fornecem kits de reposição das almofadinhas, o que muitas vezes acaba por deixar nosso capacete favorito encostado em um canto por impossibilidade de uso, já que um capacete sem acolchoamento é muito desconfortável, além de ficar “sambando” na cabeça.

Alguns fabricantes independentes como a Effeto Mariposa disponibilizam excelentes alternativas às almofadas, como o Octoplus, mas existe uma solução mais barata e ao alcance de qualquer um. Basta utilizar palmilhas para sapato ou tênis.

As palmilhas para calçado possuem duas vantagens além do preço: Absorvem a transpiração e são disponibilizadas em várias cores e espessuras. Dê preferência para os modelos a base de carvão ativado que, além de eliminar odores, são também antibacterianas. Ao adquiri-las, opte pelo maior tamanho, o que permitirá fazer mais almofadas que um modelo pequeno. Utilize uma cartolina como molde e recorte a palmilha no formato das almofadas originais. Para prendê-las, utilize velcro alto adesivo, que pode facilmente encontrado em armarinhos.

Evite os modelos de látex, que são grudentos e podem causar alergia a algumas pessoas.

Pés x Pedal

Escrito por Lucia Saraiva em . Publicado em Artigos, Dicas

Fonte: http://audaxsp.wordpress.com/dica-3-pedalada-perfeita/

Dica 3 – Pontos de contato – pés x pedal

(por Richard Dunner)

Seguindo a nossa seqüência de artigos sob pontos de contato vamos falar agora do pé e do pedal.

Os nossos pés junto com as nossas pernas são os instrumentos principais para a propulsão da nossa bicicleta e tem que ter os meios mais adequados para executar estes movimentos de forma eficiente.

Retomando as premissas iniciais, vamos nos lembrar que, para ciclistas que pedalam longas distâncias, é importante praticidade e conforto. Assim, a escolha do pedal e da sapatilha, nesta ordem, são essências.

Pedais

Na historia da bicicleta, muito cedo percebeu-se que era importante ter o pé na posição correta em cima do pedal. Desta forma, depois de aprimorar os pedais de plataforma, desenvolveu-se o firma pé para manter o pé, como diz o nome, em uma posição mais firme em cima dos pedais. O pedal com firma pé foi utilizado durante décadas sem grandes alterações, ate que no final dos anos 80, Bernhard Hinault, um dos grandes corredores profissionais começou a utilizar pedais de encaixe nas corridas.

O pedal de encaixe usando um clipe no pedal e tacos na sapatilha foi inventado pelas empresas de esqui alpino, que buscavam diversificar a sua produção para acabar com a ociocidade nas fábricas no verão. As vantagens do novo pedal eram obvias. O sistema se impos rapidamente nas competições, passando depois gradualmente para o ciclismo em geral.

Hoje, achamos as seguintes opções no mercado (veja fotos anexas):

1. Pedal de plataforma

2. Pedal de plataforma com firma pé

3. Pedal de encaixe com clipe de MTB

4. Pedal de encaixe com clipe de Speed

Conforme avançamos na nossa lista acima, vai aumentando a rigidez da fixaçao do pé no pedal e vamos nos direcionar cada vez mais para o ciclismo de competição.

Lembrando as necessidades do ciclista de longa distância, prefiro as primeiras três opções, por poder usar sapatilhas que permitem andar normalmente. Assim, podemos evitar acidentes, sobre tudo quando estamos cansados e temos dificuldades para nos movimentar.

A terceira opção, pedais de MTB, é na minha opinião a melhor porque combina praticidade com bom aproveitamento da força. O pé fica sempre na posição correta em cima do pedal e a sapatilha usa um taco embutido na sola.

Na quarta opção, pedais com clipe para Speed, vamos ter um pedal para alto desempenho. Este tipo de pedal exige tacos que ficam por cima do nivel da sola da sapatilha (sobressalentes) e somente vamos poder andar como pés de pato. Já vi ciclistas experientes quebrando um taco, tendo que caminhar uma distância maior devido a uma pane, e consequentemente perder a prova.

Pedal de plataforma

Firma pé para sem clipe

Sapatilha

Tendo escolhido os pedais, podemos escolher a sapatilha apropriada, que será um tênis, uma sapatilha de MTB (onde os tacos ficam embutidos na sola) ou uma sapatilha de Speed (com tacos sobressalentes = por cima da sola).

Independentemente do pedal a ser usado, a sola tem que ter uma rigidez maior que um sapato ou tênis de uso diário. Para pedais de plataforma, a sola pode ser um pouco mais flexível, porque o pedal tem uma área de apoio maior. No caso de pedais de encaixe, onde a superfície do pedal é menor, a sola tem que ser mais rígida. Para escolher o tamanho, lembre-se, que depois de longas horas de pedal o pé incha, portanto, recomendo usar um número maior do que usa no seu calçado diario. Costumo usar de meio a um número maior, dependendo do modelo. Experimente a sapatilha com uma meia relativamente grossa. Isto, porque uma meia um pouco mais grossa ajuda no ajuste das imperfeições do pé para a sapatilha, e por questões de higiene. Se a sapatilha estiver apertando em algum lugar, descubra por que. Não é um bom sinal. Para o ajuste fino, lembre-se também da palmilha. Dependendo do seu tipo de pé, cavo, normal ou chato, pode fazer uma grande diferença.

Em 2010 passei por uma experiência interessante. Tinha comprado uma sapatilha de MTB nova, formato e tamanho perfeitos, comecei a usar, e parecia tudo em ordem. Pedalei algumas distâncias maiores, e de repente, em um treino començou a doer à planta do pé esquerdo. Gradualmente as dores viraram crônicas e, no ápice da minhas dores, tive que usar palmilhas mais moles até nos sapatos de passeio.

Retornei para a sapatilha antiga e a dor desapareceu. Voltei a usar a sapatilha nova e a dor voltou. Isto, sem a sensação de que apertasse em algum lugar. Ai percebi que a palmilha tinha um leve levantamento, na parte central dianteira. Troquei as palmilhas e a dor desapareceu. Foi com esta sapatilha que pedalei PBP 2011 sem nenhuma dor.

Se sentir desconforto, dor ou dormência (formigamento) no pé, investigue. O problema pode ser pequeno, mas com conseqüências dolorosas.

Sapatilha Speed – (tacos sobressalentes)

Sapatilha Speed – (tacos sobressalentes)Sapatilha MTB – (tacos embutidos na sola)

Sapatilha MTB – (tacos embutidos na sola)

Posicionamento do pé no pedal

Tendo decidido os pedais e sapatilhas a serem utilizados, falta o ajuste final do pé com o pedal para pedalar de forma eficiente.

As elaborações seguintes servem para qualquer tipo de pedal, seja com ou sem clipe. O posicionamento do pé em cima do pedal determina o melhor aproveitamento da força aplicada e pode evitar problemas físicos (dores, tendinites e lesões musculares).

Olhando de lado para o seu pé (veja o primeiro desenho), a ponta do metatarso do dedão, popularmente conhecido como “a bola do pé”, tem que ficar posicionado levemente na frente do eixo do pedal.

Assim, olhando o pé de cima (veja o segundo desenho), a ponta do metatarso do segundo dedo vai ficar exatamente em cima do eixo do pedal.

No caso de usar sapatilha com taco para pedais com clipe, o taco tem que ser fixado na sapatilha de tal forma que a parte central deste fique exatamente na ponta do segundo e o terceiro metatarso (partindo do metatarso do dedão).

Além do posicionamento longitudinal do pé no pedal, o ângulo de posicionamento transversal é muito importante.

A sua forma de posicionar os pés no pedal, vai ser igual a sua forma de pisar quando caminha na rua. Sentado no selim da sua bicicleta, olhando para o seu pé, vai colocar o pé no pedal automaticamente na forma mais confortável, com a ponta do pé olhando para dentro, reto ou para fora. Usando pedais de plataforma vai ficar no ângulo transversal correto.

No caso de pedais com clipe de encaixe (veja o segundo desenho), vamos fixar o taco na posiçao longitudinal correta, com a parte central na altura da ponta do segundo e terceiro metatarso. A ponta do taco ficará entre o segundo e terceiro dedo do seu pé no ângulo transversal correto. Dependendo do posicionamento da ponta do seu pé em cima do pedal, eventualmente, o ângulo terá que ser corrigido.

Um exemplo típico de consequencias de posicionamento errado do pé no pedal eu presenciei um domingo de manhã, pedalando atrás de uma ciclista. Percebi que enquanto ela pedalava a perna esquerda movimentava-se normalmente na vertical mas a perna direita oscilava lateralmente. Isto acontece pelas seguintes razões:

1. Existe uma lesão ou deformação de joelho, perna ou pé

2. e/ou o taco foi colocado no ângulo transversal errado.

Este movimento sem coordenação significa um mau aproveitamento da força aplicada, e em uma segunda instância pode causar todo tipo de lesões.

Com tacos de MTB existe uma folga no movimento transversal, então, em geral não teremos problemas no posicionamento.

O posicionamento do taco de Speed pode ser mais delicado. Estes tacos foram desenhados para dar a menor folga possível, em qualquer direção, para aproveitar a força da forma mais eficiente. Assim, o posicionamento do taco tem que ser feito de forma precisa, fazendo-se eventuais ajustes depois de um primeiro pedal.

Passando para a prática, para quem usa pedais de encaixe e queira colocar o taco na sua sapatilha pessoalmente, achei um artigo muito detalhado no bikemagazine

Abraços a todos e bom pedal!

**para entrar em contato com o Richard Dunner, escreva para rdunner@uol.com.br.

Quer começar a Pedalar?

Escrito por Lucia Saraiva em . Publicado em Dicas

Quer começar a pedalar? Saiba qual modalidade escolher e qual bike comprar

by HENRIQUE ANDRADE Fonte: http://www.praquempedala.com.br/blog/quero-comecar/

Pessoal, resolvi escrever essa matéria para quem quer começar a pedalar e ainda está confuso com relação a qual modalidade escolher e que equipamento comprar. São dicas bastante simples, mas acredito que podem ajudar a dar um norte para quem é iniciante.

Qual modalidade escolher?

Existem diversas modalidade dentro do ciclismo, porém vamos resumir em três principais: Speed, Mountain Bike e passeio

Speed

A modalidade Speed, ou ciclismo de estrada é a mais tradicional dentro do esporte. É uma modalidade que no Brasil tem crescido muito, mas ainda está longe de chegar nos parâmetros dos países da Europa.

Desvantagens

As bikes de speed, uma vez que são feitas para serem velozes, não são muito confortáveis. O selim é mais alto do que o guidão, fazendo com que a posição do ciclista fique bastante inclinada para a frente, que causa um pouco de incômodo nas costas e no pescoço, para quem não está acostumado.

As bikes de speed são bem caras. Bicicletas de uma qualidade média/boa chega a custar de 8.000 a 10.000 reais e exigem um certo nível de manutenção.

Vantagens

Uma das facilidade do Speed é a praticidade. Basta você colocar a roupa e sair pedalando na rua. Em outras modalidades, muitas vezes é necessário colocar a bike em um carro e ir até uma trilha, pista ou local onde se pratica o esporte.

Outra vantagem é que como a bike anda mais rápido do que os outros tipos de bike, grandes distância são percorridas com uma certa facilidade. Dando o ciclista a chance de percorrer grandes distância e conheça vários locais em cima de sua bike. Além de ser um esporte que se pratica em equipe, o que traz boas oportunidades de relacionamento com outras pessoas.

Qual bike comprar? Sempre qua alguém me pergunta isso, eu dou a mesma sugestão. Compre uma usada! Por que isso? Se você comprar uma bike usada, conseguirá uma bike importada em boas condições por menos de 2.000 reais. Se você não gostar do esporte, vai conseguir vender a bicicleta por um valor parecido com o que comprou. Se você comprar uma bike zero e não gostar do esporte, você vai perder muito dinheiro na revenda. Assim como os carros, assim que a bike sai da loja a desvalorização é enorme, principalmente se a bicicleta for nacional. As bikes nacionais tem uma revenda bem ruim. Portanto fica a dica: Não compre uma bike nova para experimentar o esporte

Mountain Bike

No Brasil é a modalidade mais difundida. Existem dezenas de milhares de praticantes desse esporte no país. Existem muitas competições, muitas trilhas e inúmeros grupos de MTBikers.

Desvantagens

O MTB é um esporte que deve ser praticado em trilhas, que muitas vezes são afastados da cidade, que fazem com que o ciclista tenha que se locomover de carro ou por outro meio de transporte até o local desejado. Isso causa uma certa mão de obra que muitas vezes desanima a prática do esporte.

Outro ponto negativo é a manutenção das bikes. Uma vez que estão sempre sujeitas e condições de terreno extrema, muitas vezes a bike acaba necessitando de manutenção frequente, isso acaba trazendo gastos ao ciclista.

Vantagens.

O contato com a natureza, a diversidade de ambientes e locais por onde você pode passar com a sua bike. São apenas algumas das vantagens de se praticar esse excelente esporte.

Como existem diversos grupo de MTBikers, é extremamente fácil para os iniciantes se inserirem no esporte. Os grupos possuem os mais variados níveis e formas de organização, que acolhem os novatos.

Qual bike comprar? A mesma sugestão para as bike de Speed se aplicam a essa modalidade, porém um cuidado bem maior precisa ser tomado na hora de escolher a sua bike.

Bicicletas de Mountain Bike usadas podem estar em péssimo estado de conservação devido ao ambientes por onde elas costumam passar. Portanto fica a dica, procure comprar bicicletas de pessoas com mais idade, que participam de grupo de passeio e não de atletas competitivos.

Passeio/Recreação

Essa modalidade é escolhida por muuuuuita gente. É a modalidade escolhida por pessoas que somente querem passear de bike duas.três vezes por semana, com sua família em parques e etc…

Vantagens

É um esporte extremamente saudável e prazeroso , que custa pouco e melhora bastante a qualidade de vida de quem o pratica. Assim como o Mountain Bike, existem muitos grupos de ciclismo recreativo no país, o que facilita a inserção no esporte.

Desvantagens

Se você é uma pessoas competitiva esse esporte não é para você.

Qual bike comprar?

Uma bike confortável! O fator mais importante para as bikes de passeio é o conforto. Equipamento sofisticados são importantes para bikes de competição, para passeio não.

Se você nunca pedalou e não tem certeza se vai continuar no esporte, não gaste muito. Procure também comprar bikes com grupos shimano. Mesmo os modelos mais simples possuem uma boa qualidade e desregulam pouco, facilitando a vida do ciclista.

Dicas para sua Bike

Escrito por Lucia Saraiva em . Publicado em Dicas

Dicas para sua Bike

Faça você mesmo a manutenção de sua bike, desde que você possua ferramentas adequadas, ou confie ela a uma bike shop especializada ou a seu mecânico de confiança. Sempre desconfie de barulhos anormais na sua bike, segurança sempre em primeiro.
Bike Fit
Você provavelmente já fez ou pensou em fazer um bike fit, quando comprou uma bike nova ou quando resolveu treinar sério, que nada mais é do que ‘encaixar’ a bicicleta ao ciclista. O que pouca gente se preocupa ao fazer o bike fit é com o verdadeiro objetivo deste. Procura-se conseguir o maior conforto possível na bike, porém esquece-se que o ato de andar de bicicleta já é uma ação não natural ao nosso corpo, ou seja, fomos feitos para caminhar, correr, e não para ficar sentado em um selim, gerar torque em uma pedivela e fazer girar as rodas. Portanto qualquer pessoa que não tenha o hábito de pedalar vai sentir dores e desconfortos após uma pedalada, por menor que seja. Neste caso não adianta somente procurar conforto ao realizar o bike fit, pois isso comprometerá o rendimento da pedalada, tornando-a mais cansativa. Um bom exemplo de erro frequente de bike fit é quando a orientação é de substituir a mesa(avanço) por uma muito menor do que a original. Uma mesa menor vai recuar o guidão, deslocando para trás o centro de gravidade do ciclista, aliviando a carga sobre os braços e sobrecarregando a coluna sobre o selim, pois esta adquire posição mais ereta, lembrando que estando o ciclista sentado a sua coluna não contará com o auxílio dos membros inferiores na distribuição de carga. Portanto não adianta trocar componentes se o quadro da bicicleta não for do tamanho ideal. Outro ponto importante é quando busca-se melhorar o desempenho na bike. Neste caso é preciso avaliar os pontos fracos da pedalada do atleta e verificar se algum ajuste incorreto na bike está causando estas limitações. Quando for fazer um bike fit, procure um profissional especializado, pois as vezes você só vai gastar com mais peças e ainda vai piorar sua posição na bike.
Evite quebrar seu câmbio/gancheira
Quando você for encarar aquela descida esburacada, que geralmente vem depois de uma subida forte, troque pelo menos 3 catracas caso a corrente esteja na catraca maior e passe para a coroa grande, como na foto ao lado. Isso evita que o câmbio traseiro, estando na catraca maior, acabe enroscando nos raios da roda traseira por conta dos solavancos causados pelos buracos na pista, e a corrente na coroa grande fica mais esticada evitando o contato da mesma com os raios da roda. Desse jeito você preserva o aro, os raios, a gancheira e principalmente o câmbio traseiro da bike. Com o tempo essa manobra fica automática e sua pedalada não vai ser perdida.
Relação sempre em dia
4.jpg (128992 bytes)Você pode andar com a bike toda marrom de barro, mas deve sempre fazer a limpeza da relação de transmissão. São os componentes móveis que ficam mais expostos e suscetíveis a um maior desgaste por conta da sujeira. Primeiro utilize uma escova de dentes usada (ou uma especial para este fim) para retirar a sujeira mais grossa da corrente e coroas, utilize um raio (de roda mesmo) para retirar a sujeira entre as engrenagens do pinhão ou catraca e também nas roldanas do câmbio traseiro. Essa sujeira grossa absorverá o óleo que você aplicar na corrente se a relação estiver suja, e a lubrificação não fará efeito por muito tempo. Girando o pedivela para trás, limpe a corrente com um pano seco na parte inferior, apertando bem os dedos, primeiro as partes internas na corrente e depois as laterais, se houver muita sujeira na corrente limpe também entre os elos com um pano e um raio. Limpe também com um pano seco entre as coroas do pinhão e do pedivela para livrar completamente da sujeira. Limpe também as roldanas do câmbio. Com a relação completamente limpa e seca engate a marcha mais pesada e *aplique o óleo na parte inferior da corrente encostando o bico do aplicador na parte interna da corrente e girando o pedivela para trás em velocidade moderada para não aplicar óleo em excesso. Certifique-se de que toda a corrente esteja lubrificada. Apóie a bike em um suporte e passe todas as marchas para deixar uma camada protetora de óleo em todas as coroas. Nunca aplique óleo em cima da catraca ou pinhão nem na parte externa da corrente, pois acumulará muita sujeira. Este procedimento de limpeza e lubrificação deve ser feito sempre que possível pois os componentes da relação são a alma da bike, e custam muito caro também. Troque sua corrente sempre que necessário por uma nova quando a quilometragem atingir entre 1.000km e 2.000km, assim as coroas e o pinhão podem durar quase 10.000km com o uso de três ou quatro correntes novas, que ainda podem ser revezadas quando a relação já estiver um pouco gasta e não aceitar mais correntes novas. Você pode utilizar uma só corrente até acabar com toda a relação, porém o desempenho do sistema será comprometido, exigindo maior esforço na pedalada e causando imprecisão nas trocas de marcha. Uma corrente muito gasta também fica mais propensa a quebrar e estragar sua pedalada. *Esta maneira de lubrificar a corrente pode ser utilizada em uma corrida, não gastando mais do que alguns segundos. Leve sempre óleo com você em um pequeno frasco.
Freios macios
Se os freios (no caso de freios v-brake, cantilever ou disco a cabo) de sua bike estiverem com o acionamento duro e o cabo parecer estar travando é hora de providenciar uma manutenção. Certifique-se de que os cabos de aço e conduítes estão em bom estado, sem dobras ou desfiando. Sem desmontar os cabos, retire os conduítes dos encaixes para expor as partes internas dos cabos de aço, limpe com um pano seco apertando-o para livrar completamente da sujeira, se estiver um pouco oxidado utilize uma palha de aço. Aplique uma camada de graxa branca no cabo e deslize o conduíte para espalhar a graxa por dentro. Recoloque os conduítes nos encaixes e acione os freios várias vezes para certificar-se que tudo está no lugar. Se os v-brakes se movem com dificuldade aplique um pouco de lubrificante líquido nos pivôs do quadro e garfo. Feito isso, se ainda for preciso uma certa força pra acioná-los, pode haver excesso de tensão das molas do v-brake ou cantilever, solte um pouco os parafusos reguladores da tensão das molas nas laterais dos freios e vá testando até o acionamento ficar suave mas sem comprometer o retorno do cabo totalmente, o que causaria uma folga nos manetes. Sempre verifique o desgaste das sapatas ou pastilhas de freio.
Cabos de câmbio
Para os cabos de câmbio o procedimento de limpeza é o mesmo dos freios e a lubrificação no caso do câmbio dianteiro pode ser feita também com graxa branca, mas no caso do câmbio traseiro é recomendado utilizar um lubrificante para condições extremas do tipo Finish Line (Cross Country – verde) para obter-se mais precisão e rapidez nas trocas de marcha. Troque regularmente os cabos e conduítes, de freio e câmbio. Fonte: http://andremelo.greenbikers.com.br/bike.htm

Perguntas e Respostas –

Escrito por Lucia Saraiva em . Publicado em Dicas

Perguntas freqüentes enviadas pelos leitores do site à Escola de Bicicleta

Pedalar pode combater a obesidade? 

A resposta é sim, pedalar ajuda muito a organizar o metabolismo porque é exercício aeróbico de baixo impacto que proporciona sensação de liberdade e ainda trabalha o equilíbrio geral do corpo, a bem dizer equilíbrio de corpo, mente e alma.

A Bicicleta leva ao encontro da tranqüilidade, diminuindo a ansiedade, o que ajuda muito no controle da obesidade. Mas pedalar pode não levar a uma rápida perda de peso. A queima de gordura do corpo ocorre numa determinada faixa de ritmo da freqüência cardíaca do ciclista pedalando de forma constante por um determinado tempo. Na bicicleta, quando se pedala pelas ruas, é mais difícil manter-se nessa faixa por um tempo mínimo para a queima de gordura. É preciso ajuda profissional, um pouco de treino e um bom monitor cardíaco para que o ciclista aprenda a perder peso de forma mais eficiente enquanto pedala. Nesse caso uma boa caminhada é mais eficiente.

Consulte um médico e saiba suas condições para uma queima mais rápida de gordura.

A Escola de Bicicleta tem por único intuito orientar na escolha da bicicleta correta para o obeso, e nada mais.

E a bicicleta, qualquer uma serve?

Dependendo do peso do ciclista não é qualquer bicicleta. Bicicleta de magazine, supermercado ou qualquer modelo básico e baratinho fabricado no Brasil a Escola de Bicicleta não recomenda nem para crianças. Quebram muito fácil e por isto chegam a ser perigosas. Infelizmente não há dados oficiais, mas quem trabalha nas ruas do trânsito urbano e de estradas sabe que o percentual de falha mecânica destas bicicletas mais simples é muito alto, em alguns casos, absurdo. O pessoal de rodovia diz que pelo menos 35% dos acidentes são causados por falha mecânica da bicicleta, incluindo aí bicicletas novas, zero km. Estas bicicletas mal agüentam ciclistas de peso normal ou até abaixo do normal; são totalmente impróprias para ciclistas pesados.

Quanto é ser “pesado” para uma bicicleta (brasileira)

Para a bicicleta brasileira, alguém com peso acima dos 90 kg. E deve-se colocar outro fator aí; que é qualidade técnica do ciclista, que faz uma grande diferença no nível de stress que a bicicleta sofrerá ao rodar. Mas para ciclistas normais, leigos, ter como ponto de referência de fragilização da bicicleta por volta de 90 kg é uma boa medida, já que com este peso as rodas e pedais sofrem muito ao descer de uma calçada. Muito provavelmente o projeto das bicicletas básicas leva em consideração a estatura média do homem brasileiro, portanto 1,75 m aproximadamente, ou seja, um ciclista com uns 75 kg ou 80 kg.

Basta sair para a rua e ver que a maioria das bicicletas básicas teve suas rodas modificadas para serem mais resistentes. Uma olhada com mais atenção vai mostrar que a maioria dos selins também foi trocado. E assim vai. Enfim, bicicleta básica baratinha não agüenta.

Afinal, que bicicleta comprar? 

A resposta mais acertada, principalmente no caso dos obesos é “qualidade”. O Brasil criou um padrão de qualidade há pouco, que teoricamente atende aos padrões do mercado internacional, mas que não é obrigatório. Só quando se entra nos modelos topo de linha, nas bicicletas que concorrem diretamente com as importadas, o padrão internacional é realmente respeitado. Portanto a resposta para a bicicleta que agüenta um obeso é qualquer uma que seja vendida no mercado norte-americano ou europeu, onde a maioria da população é grande, normalmente mais pesada que o brasileiro, e não raro obesa para valer. O preço é bem mais alto que uma básica, pelo menos umas 3 ou 4 vezes mais, mas acaba compensando cada centavo. Muito provavelmente nenhuma peça terá que ser substituída por muitos anos. Na verdade elas acabam custando mais barato que uma básica até para ciclistas leves. No caso de obesos há outra vantagem que é ser muito mais em conta que qualquer tratamento médico.

Algum modelo em especial?

Respeitar a altura do ciclista é ponto básico em qualquer compra, mas no caso do obeso deve-se observar outros aspectos. O selim provavelmente terá que ser mais largo para oferecer melhor apoio. A posição tronco do ciclista no pedalar deve ser mais em pé para evitar que a gordura da barriga atrapalhe o funcionamento do diafragma, portanto a respiração. E dependendo do grau de obesidade é muito importante que o ciclista consiga parar com os pés completamente apoiados no chão.

A Electra, que não é uma bicicleta elétrica, redesenhou a geometria do quadro para atender o público que não pedalava porque tinha medo de cair na hora de parar a bicicleta. O resultado, genial, está no site www.electrabike.com, e o modelo chama-se Townie (foto); no site existe uma explicação sobre o que a Electra chama de “Flat Foot Technology”. Com esta nova geometria o ciclista consegue parar com os pés completamente apoiados no chão sem ter que pedalar com o selim baixo e as pernas muito dobradas. Tem a vantagem de melhorar o equilíbrio do ciclista e a estabilidade geral da bicicleta porque o centro de gravidade fica mais baixo e a distancia entre eixos mais longo que em um modelo convencional. O resultado é um rodar mais macio que as bicicletas convencionais, porém mais lenta nas curvas e difíceis numa subida. Mas creio que seu médico vá recomendar que você comece em trajetos mais planos para evitar maiores esforços para o coração. Com o tempo a condição geral melhora e provavelmente você irá querer vencer outras etapas, e a partir daí talvez começar a pensar numa bicicleta mais esportiva. Mas como sempre repetimos: um passo por vez. Pense a longo prazo que os resultados virão antes do que você imagina.

Dicas importantes na escolha da bicicleta

  • Não recomendamos o uso de pneus finos e de alta pressão. O ideal são pneus 2.1 ou até mesmo 2.2, próprios para mais de 45 libras, bem balão, que absorvem melhor as irregularidades do pavimento. Pneus de baixa pressão, como os nacionais para 36 libras, vão fazer o aro tocar no chão com certa facilidade.
  • Suspensão dianteira é uma boa opção.
  • Um selim próprio para peso pesado, com molas, ajuda muito e não é difícil encontrar.
  • Não recomendamos a suspensão traseira no primeiro estágio, ainda sem prática de pedalar e muito obeso, por duas razões: o movimento central vai ficar muito alto em relação ao chão, o que é um problema na hora de parar, e principalmente porque só os amortecedores topo de linha agüentam bem muita carga.
  • Os freios tem que funcionar adequadamente, mas não necessariamente um freio a disco. Vários modelos de freio a disco são menos eficientes que bons freios modelo “V” brake ou “direct pull”, que são os convencionais com sapata. Aliás uma boa sapata de freio faz muita diferença.
  • Marchas? Sempre é bom, mas se o médico recomendar pedalar no plano as marchas talvez sejam dispensáveis. Alguns modelos importados vem com 3 marchas no cubo traseiro, que já ajuda muito e dá menos trabalho que as de câmbio externo, típicas de nosso mercado.
  • Se você optar por uma bicicleta importada, principalmente as distribuídas no mercado norte-americano e europeu, provavelmente não terá que se preocupar com nada disto. É sentar e pedalar.
  • Fonte: http://www.escoladebicicleta.com.br/acimadopeso.html